quinta-feira, 31 de março de 2011

Gaia - Capítulo 12

Capítulo 12

O barulho do portão cinzento descendo e se fechando ecoou pelo lugar. Era um salão grande, com piso branco, semelhante ao hangar de naves de abordagem. A diferença é que esse era muito maior. Entre o portão que se fechara e um outro portão no final do lugar haviam cem metros, provavelmente levava a um outro hangar. Draco virou o rosto e calmamente começou a observar em volta, tentando não despertar suspeitas. Vários portões semelhantes se mostravam ao longo das paredes laterais, podendo apenas ser parcialmente vistos, graças à paralelepípedos cinzentos gigantescos, que imponentes, se faziam presentes em todo o local.

sábado, 26 de março de 2011

Erros no capítulo 11

Não sei o que aconteceu. Postei o capítulo 11 depois de ter revisado e editado, mas acho que não estava prestando atenção quando fiz isso, porque vários erros(pequenos) de português e repetição de palavras ainda estavam presentes. Mas agora já corrigi tudo. (Não que essas coisas tenham dificultado muito a leitura, só deixaram ela meio ruim em duas ou três frases do texto, o resto eram erros pequenos mesmo, capazes de passarem despercebidos)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Gaia - Capítulo 11

Draco estava sentado em uma das cadeira no interior da nave. Ansioso, batia a ponta do pé direito no chão enquanto observava através do pára-brisa a aproximação com a nave mãe. Poucos segundos pareciam vários minutos naquele momento. Suava frio pensando em como iria agir dentro da nave-mãe bálmare, que fora chamada de “Gnios” pela voz que ouvira alguns segundos atrás. Como uma armação do destino, a voz começou a falar assim que Draco pensara nela.
— Se aproximando do cruzador de dimensões Gnios, iniciando protocolo de atracamento.
A nave menor foi se aproximando pela lateral do cruzador. Ela não parecia ter nem um centésimo do tamanho dele, que imponente, recebia tiros e batalhava com o navio de guerra assuriano do outro lado do casco. Explosões podiam ser ouvidas, e barulho de tiros disparados sem parar entravam na nave menor através da abertura na parte de trás, onde antes havia uma porta, que fora destruída. Ao longe, um portão se levantava, pouco a pouco ia revelando um hangar onde várias outras naves pequenas estavam estacionadas. Draco engoliu em seco e torceu para que ninguém o visse. A nave adentrou o hangar flutuando levemente, e num baque pousou suas três pernas sustentadas por esquis num piso branco e liso. Algumas máquinas usadas para manutenção e abastecimento também estavam ali perto.
“Talvez eu possa usar essas máquinas espalhadas pelo hangar para me esconder e andar por aqui sem ser visto.”
Draco correu para a parte de trás da nave e colocou a cabeça para fora. A primeira coisa que viu foi um grupo de três soldados parados próximos a outra nave, que ajustavam algo em suas armas. Um deles olhou para a nave de Draco e deu uma pequena cotovelada em outro enquanto falava alguma coisa. O jovem escondeu a cabeça de novo e levou a mão ao cabo da espada, esperando o momento certo para retalhar os bálmares. Ele podia ouvir os passos dos soldados. Não havia nenhum outro barulho no hangar, a não ser os tiros e explosões lá fora. Mais uma vez, Draco engoliu. O barulho dos passos se tornava cada vez mais alto e próximo. O som de metal batendo um no outro denunciou que haviam engatilhado as armas. O portão do hangar começou a se fechar, emitindo um zumbido mecânico enquanto se movimentava. Não tinha mais jeito, era agora ou agora, pensou.

terça-feira, 22 de março de 2011

Gaia - Capítulo 10

Capítulo 10

O receio e a curiosidade tomaram a mente de Draco. Ele nunca havia entrado em uma nave Bálmare, não sabia o que havia lá dentro, ou ao certo como usar qualquer coisa que houvesse por lá, e esse pensamento lhe agoniava. Dava medo. Medo de não conseguir entrar na nave-mãe, encontrar os sequestrados e libertá-los antes que o navio de guerra assuriano finalizasse os bálmares.

sábado, 12 de março de 2011

Gaia - Capítulo 9

Capítulo 9

Os soldados torturavam o caseiro quando um estrondo fez todos se espantarem. Draco não ficou assustado, pelo contrário, viu nisso uma oportunidade de agir, e assim fez. Antes de tomar uma atitude ele deu uma pancadinha em Danaor, para que ele prestasse atenção, e nem bem Danaor havia virado o rosto, os olhos de Draco adquiriram o brilho vermelho, e enfiando os dedos na madeira das bordas da mesa como alguém enfiando os dedos em sorvete, se preparou para joga-la. Danaor saiu do caminho, saltando para trás. Draco então arrastou a mesa para trás, arqueou as pernas formando uma base sólida para o arremesso, e girou o tronco junto com os braços, usando toda a força que tinha. Parecia que tudo ia dar certo, mas uma pontada penetrou seu corpo. Draco se lembrou dos ferimentos que sofrera na primeira luta com os bálmares. Danaor havia curado o que era mais grave, mas havia avisado que o corpo dele não estava totalmente recuperado, e fazer o máximo de esforço arremessando a mesa teve seu preço. Draco fraquejou no último momento por causa da dor, diminuindo a sua força. A mesa voou rápida e eficaz, mas muito menos do que o jovem desejava. Certeira, acertou dois dos quatro soldados que estavam de pé nos escombros, os rebatendo alguns metros para trás. Enquanto os bálmares ainda não haviam entendido o que estava acontecendo, Draco desembainhou a espada e a jogou contra o comunicador que estava nas mãos do capitão. Ela transpassou o aparelho de metal, quebrando-o e penetrou de leve no tronco do bálmare, que mesmo protegido por sua armadura ainda se feriu, e soltou um urro de dor.

Gaia - Capítulo 8

Capítulo 8

Draco e Danaor se esgueiravam pelos corredores da mansão destruída dos Bernstein. A antes imponente construção cinzenta de granito-pena agora não passava de um monte de escombros. Somente o chão permanecia intacto em algumas partes, o resto todo havia sido destruído. A grande nave inimiga havia se afastado ainda mais, o barulho do motor agora não passava de um ruído que ocupava o ar. Ainda podia ser ouvido claramente, como Anette, Bertha e Mímin ouviram pouco antes do ataque, mas estava longe do incômodo que era assim que Draco chegou à superfície. A lua brilhava no céu, ela era tão grande e parecia tão próxima que passava a impressão de estar caindo em direção ao solo. A tênue luz prateada vinda dela iluminava de forma precária o ambiente destruído, e Draco, agora tinha a impressão que os bálmares estavam prestes a se retirar do local, e que por isso deveria se apressar e achar Anette, Bertha, Mímin e o caseiro, ou o que sobrara deles depois do ataque. - Esses eram todos que estavam na mansão nessa noite.
“A nave maior estava usando aquela iluminação gigantesca para ajudar os soldados na ronda pelos escombros da mansão, se a nave se afastou e apagou a luz, então o trabalho deles aqui deve ter acabado. Danaor me disse que viu uma nave menor, os soldados devem ter vindo ao chão usando naves menores e devem retornar para a nave-mãe usando elas.”

Gaia - Capítulo 7

Capítulo 7

- Draco, Draco!
Uma mulher de vestido preto e maquiagem “dark” muito carregada chamava por Draco. Seu rosto era harmonioso e chamava atenção. Ele tentou erguer uma das mãos e tocar o rosto da moça, mas alguma coisa o impediu, e o barulho de ferro tocando um no outro chegou a seus ouvidos. Olhou para baixo, e viu que suas mãos e pés estavam acorrentados, e essas correntes continuavam para debaixo do solo, onde ele não podia ver. Novamente seu olhar se voltou para a mulher. Ela continuava o encarando, então virou a cabeça um pouco para o lado, como se não entendesse algo.
- Você não vem?